terça-feira, 25 de março de 2008

Homenagem

Fui iniciada no universo da bola antes mesmo de ser gente. Meu pai e minha mãe se conheceram em folias de arranjar jogos de fim de semana. Lembro-me de pequena, ir a jogos amadores onde meu pai ganhava (sim porque meu pai é o pai que joga melhor que todos os pais do mundo)... Daí vieram meus irmãos caçulas e assistir jogos aos domingos já não era mais opção - e sim lei. Então assim meio por osmose passei a enterder de passes e faltas e impedimentos. E aprendi também a torcer. Meu time é o mesmo do meu pai e do meu avô. Foi uma escolha a princípio hereditária mas vem crescendo com o tempo. E como hoje é o centenário do CLUBE ATLÉTICO MINEIRO, deixo vocês com Roberto Drummond. É a minha singela homenagem ao Galo forte e vingador!


O SER ATLETICANO
* Roberto Drummond

O Atleticano é diferente de qualquer outro torcedor
É diferente, pois não se restringe a ser
Somente torcedor
Ser Atleticano é como casamento
Na saúde e na doença
Nas alegrias e nas tristezas
Mesmo quando a doença parece não ir
E as tristezas teimam em permanecer

O Atleticano é capaz de
Após uma derrota humilhante
Pegar a camisa no armário
E sair às ruas
Mesmo sendo alvo de piadas
Isso por que o Atleticano não torce por um time
Torce por uma nação
E tal qual em uma guerra
Um cidadão não renega um país
Mesmo que a derrota seja grande
O Atleticano apóia seu time na derrota
Pois os obstáculos engrandecem
Seu sentimento de nacionalismo

E que me perdoem os que têm apenas títulos
Claro que são importantes
Mas o Atleticano tem algo que os outros nunca terão
Tem paixão!

Nota pós-textual: Minha amiga blogueira e atleticana também fez uma postagem especial. Se quiserem conhecer mais desse time é só acessar o blog MUNDO CÃO by Cacá.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Foi-se o ponteiro

A cada volta que faz o ponteiro
Eu já não sou a mesma,
Não sou mais assim.

Cada vez que o ponteiro faz uma volta
Já não sou inteira
Foi-se parte de mim

E não há tristeza em não ser mais Eu
Porque Eu pra sempre
É muito ruim.

Cada vez que anda o ponteiro do relógio
Sou uma pessoa nova
Sou melhor
E fim.


(Grazielle Santos Silva)

domingo, 16 de março de 2008

Simplesmente Você

Nota pré-textual: Texto antigo que estava num caderno que eu ia jogar fora. Agora eu entendo porque minha professora de filosofia diz que a vida é um ciclo rsrsrs

Seus verbos na segunda conjugação,
Seus vícios de linguagem,
Seus lábios que tudo falam,
Seus braços que me protegem,
Sua boca
que me beija...

Seu Beijo,
Meu desejo.
Seu corpo,
Meu repouso.
E tudo que eu quero ter
É Simplesmente você!

Você ao meu lado,
Em qualquer lugar.
Aqui, aí,
Onde eu te encontrar.

Simplesmente você...

E enquanto está distante,
Vou contando cada instante,
Que falta pra você voltar!

(Grazielle Santos Silva)

quinta-feira, 13 de março de 2008

Mais um texto triste

Chamaram meus textos, tristes.
Repletos de angústia e lamento.
E ainda não entenderam
Porque tanto sofrimento.

Mas vocês hão de convir
Que apesar da tristeza
 
Ser um sentimento 
daqueles sem cor alguma,
Quando é bem ritmada
poesia ou proseada
Como que por pura magia
(ou mesmo feitiçaria)
surge com todas as cores
Que podem existir na vida.

E num mundo tão preto branco,
Cheio de tanto tormento
Melhor que ela esteja rimada
Que dentro do pensamento.



(Grazielle Santos Silva)

segunda-feira, 10 de março de 2008

Cantando

Cantando o que não tenho
Para ter o que me falta,
Construo castelos de vento,
Palácios em terras altas,
Tão altas que não alcanço...
Pobre imaginação incauta!

Mas de tanto, tanto querer,
Para não ficar na vontade,
Hei de um dia poder
Fantasia fazer verdade.
E viver feliz para sempre,
Há de ser realidade.


Nota pós-textual: Eu ainda vou aprender a escrever com formas fixas... Mas minhas palavras andam meio indomadas...

domingo, 9 de março de 2008

Demais

Passa-se o tempo, e de repente tudo é demais. Poder é difícil demais, as contas altas demais, os problemas grandes demais. O sonho fica lá em cima da prateleira esperando para ser realizado, mas ela é tão alta que é difícil alcançá-lo. Tudo que parecia próximo fica cada vez mais distante... quase intocável. E temer num mundo assim tão demais, tão infinito é inevitável. Anda-se sempre nas bordas, com muito cuidado pra não chegar aonde não dá pé. Dá até saudade da infância, porque você sabe como é criança, não é?! O medo nunca é maior do que vontade de explorar. E quanto mais longe, maior e mais perigoso, mais tentador é. Quem nunca subiu na pia pra pegar o pote de biscoito em cima do armário? Crescer não é tão demais e ainda bem que não cresci de fato. Minha alma permanece criança... E que menina danada!

quinta-feira, 6 de março de 2008

Fala comigo!

Messenger ligado de madrugada, 300 e poucos contatos on-line e nenhum de meu interesse. Os artigos por terminar são mais importantes que esse programinha inútil minimizado aqui do lado. São tantos prazos, tantas leituras, tantas coisas pra fazer... Aí ele entra. Ele é assim... um amigo colorido da nova era. Com um nick despretencioso, sem muito enfeite, seu nome e mais nada, consegue me desarmar, me tem nas mãos e não sabe disso. Mudei de idéia. Pensando bem se eu acordar cedo amanhã consigo dar conta do recado. Por que não largar o estudo um pouquinho, só pra bater um papo, esfriar a cabeça?

Ele bem que podia falar comigo. "Fala comigo, vai!" Toda vez eu inicio a conversa! E depois do auge faz-se um "silêncio" mortal, uma ausência de caracteres digitados que põe qualquer um à beira da morte... Não falo! Ou falo? O messenger criou uma mensagem pessoal que se analisada dá até livro (um novo gênero textual que dá o que falar)... quem nunca mandou uma mensagem subliminar para alguém por ali? É o que vou fazer. Mudei meu nick. Coloquei um trecho da música que estava tocando no único dia em que a gente se encontrou pessoalmente (e que dia, ein?!).

Nada. Dele não recebi nem um "oi". Vou desconectar e conectar de novo. Aí ele vê que eu estou aqui. (...) Nada ainda. Por que ele não fala comigo, ein?! E nesse dilema existencial foram-se minutos que transformaram-se em horas. Ficou tarde, chega de orgulho, vou falar:

Eu (01:30): Oi!
Ele (01:35): Oi, sumida! Vc por aki... Qto tempo!

comentário: Minha Nossa Senhora dos Usuários do Messenger... Eu estou sempre on-line! Mesmo quando não estou na frente do PC. Como assim eu sumida???

Eu (01:36): Nossa, mas estou por aqui sempre... vc q n fala :P Como estão as coisas, td bem?
Ele (01:40): Td bem. Na correria de sempre.
Ele (01:45): Menina... mas qto tempo mesmo... qd nos vemos de novo?

comentário: Ele mora na mesma cidade que eu, tem meu telefone, ficou de ligar e não ligou. Ainda vem com essa!! O.o

Eu (01:47): uai! Vc q sabe! Eu não quero atrapalhar ninguém. É só marcar.
Ele (01:48): Ah é? Precisamos ver isso urgente então. To com saudades.
Eu (01:48): :)

comentário: ... ¬¬ saudades é? Será que ele sabe que eu sou eu... ou tá me confundindo com alguém da agenda dele?

Eu (02:00): Olha... Vou dormir. Passei só pra dar um "oi" mesmo.
Ele (02:01): Nãooooooooooooooooooooooo... poxa... mas agora? Fica um pouquinho mais
Eu (02:01): Não dá. Está tarde. Além do mais os grilos aqui da rua estão conversando mais do que a gente :P
Ele (02:02): Demorei a responder, né? Desculpa, gatinha, é que eu tava instalando umas coisas aqui. Vai lá. Depois eu te dou a atenção que vc merece.

comentáro: a desculpa da instalação de programas duas vezes com a mesma pessoa não cola...

Eu: (02:05): boa noite. se cuida. :**
Ele: (02:06): Ei... essa é a música que estava tocando no barzinho onde a gente se encontrou naquele dia?
Ele: (02:06): boa noite. dorme bem. sonha comigo.

sem comentários

Por milhões de vezes durante a conversa eu pensei em bloquear ou excluir essa criatura dos meus contatos. Mas não consigo ter raiva não. Melhor assim. Raiva faz mal pra pele. Vou dormir que amanhã tenho mil coisas pra fazer e os artigos pra terminar. A todos uma boa noite.

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