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segunda-feira, 21 de abril de 2014

De repente 30

De repente percebi que falta menos de um mês pro meu aniversário. E imaginava minha chegada aos 30 com outra cara. Me imaginava mais segura em alguns 'departamentos', lidando com alguns assuntos com mais firmeza, repleta de certezas e impondo minhas vontades com mais destreza. Achei que minhas inseguranças seriam outras... mínimas. Me imaginava mãe a essa altura (porque minha mãe, na minha idade, já era mãe de três e porque tem um tal relógio biológico que de vez em quando apita ao meu ouvido). Pensava que nessa idade já teria conquistado meio mundo - e daqui pra frente bastaria conquistar a outra metade.

No entanto, o caminho que tracei me trouxe a outro ponto bem diferente. Não é ruim. Não posso reclamar. A busca pelas certezas tem me levado a novas experiências e a novos sabores que nem sonhei experimentar. Consegui forças para vencer vários obstáculos. Já moro sozinha e voltei a dançar (e estou esforçando para não parar novamente). Tenho trabalhado um bocado e estudo com afinco para saber por onde trilhar minha carreira.

Mas sou dessas que tem alguns sonhos e desejos conservadores. Hoje em dia mulher independente é aconselhada a sonhar com nada à moda antiga, já que é considerado bobagem, quase um sacrilégio aos tempos modernos. Acho que o peso da idade cai bem em cima daqueles sonhos que você percebe se distanciando a sua frente, se estendendo mais longe do que gostaria. Confesso que quando penso nisso sinto um pouco triste. 

Só que tristeza não guia a vida e se alguns aspectos ainda estão meio confusos, outros estão bem encaminhados e neles me apoio para seguir em frente. Passo a passo. Controlando a ansiedade. Até conquistar tudo ao meu alcance.

(Grazielle Santos Silva)

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Errar é humano, mas e se eu errar?

poster do filme Lucky 7
Foi levado a tentar o novo, vazio de respostas e completamente desconhecido. Um choque para quem até outro dia não precisava se preocupar com nada mais concreto que pagar as contas em dias ou construir uma carreira fazendo aquilo que gostava. “Errar é humano, mas e se eu errar? Terei outra chance?” – Pensava constantemente.

No mundo que lhe pintaram aparentemente não. Um erro poderia custar uma vida inteira. “Como andar com as próprias pernas? O que eu faço para não pisar em falso? Será que estou no caminho certo?” Ninguém sabia dizer. As perguntas acumulavam e ele não saia do lugar. Tentava resolvê-las, calculava o caminho a ser seguido, repensava estratégias. E no fim de uma jornada ele não saiu do lugar. Permaneceu imóvel até o fim dos tempos. Nenhuma falha. Nenhuma memória. Nenhuma vida.

(Grazielle Santos Silva)

* Pôster do filme "Lucky 7". 

Não, o texto não tem nada a ver com lovestories. O que há em comum entre "Lucky 7" e o texto é que ambos tratam de alguém que tentou racionalizar até o extremo todos os seus passos. Encontrar o meio termo entre o "Planejar" e o "Deixar acontecer" Talvez seja a melhor lição do filme e do texto. É uma lição que estou tentando aprender no momento.

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