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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Pode ser

Pode ser que um dia eu me torne um pouco mais flexível. E pode ser que eu guarde por um momento, mesmo que breve, minha ansiedade no bolso. (Bem lá no fundo, que é pra eu nem lembrar mais dela). Aí pode ser que eu experiencie as coisas que me acontecem com um pouco mais de prazer e um pouco menos de expectativa. Pode ser que eu abra a mão da certeza, e aprecie (com moderação) o sabor do talvez. Pode até ser que eu goste! E quem sabe uma hora dessas eu resolva que talvez não é assim tão mal. Pode ser que um dia tudo que eu programei dê errado: que o ônibus atrase e que eu perca a hora, que caia uma chuva forte... E pode ser que esse dia seja um dos melhores da minha vida.

Enfim, pode ser que eu goste desse jogo e continue brincando com as possibilidades... ou não! Quem sabe? Pode ser...

(Grazielle Santos Silva) 

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Incertezas

Há certos incertos
que a gente quer ter certeza
do rumo que vão tomar. 

De certo os sentimentos
todos reunidos
não deixam a intuição trabalhar.

E então haja procurar 
a palavra certa,
a hora certa,
e a maneira de questionar.

Mas e quando a resposta não responde
e as incertezas permanecem em seu lugar?

Talvez seja melhor deixá-las um tempo quietas
e apenas observar.

(Grazielle Santos Silva)

domingo, 3 de maio de 2015

Sonho

Sonho é para ser leve. Ainda que hajam obstáculos para sua realização, sonho não combina com pesar, mágoa ou tristeza. Porque sonhar existe mesmo para nos ajudar a alçar voo. E abrir mão de um sonho dói um bocado... porque ele é um pedacinho de nós.

No entanto, há vezes que ele perde a suavidade e carrega-se de angústia. Aí é preciso deixá-lo de lado, um pouco afastado, cuidando para não transformá-lo em pesadelo. É preciso resiliência e paciência para esperar todo sentimento ruim ir embora.

E então, passada a dor e toda carga negativa, recalcular a rota e retomar a busca pela realização do sonho.

(Grazielle Santos Silva)

domingo, 18 de janeiro de 2015

Reclamar

Reclamar: Queixar-se; Protestar; Clamar repetidas vezes por uma situação ou sensação melhor que a atual. São tantas as reclamações que vêm à mente diariamente, semanalmente, mensalmente. Raramente somos inteiramente satisfeitos com o  cenário em que estamos e é essa insatisfação que nos move. No entanto, no final das contas, de toda essa reclamação a parte mais importante mesmo é a AÇÃO! Reclamação sem ação, é palavra jogada ao vento, consternação venenosa que amargura a alma e todos à volta.

Pois que não seja condenada a reclamação, mas que seja seguida de uma ação que permita mudança e concretização da melhoria desejada.

(Grazielle Santos Silva)

segunda-feira, 21 de abril de 2014

De repente 30

De repente percebi que falta menos de um mês pro meu aniversário. E imaginava minha chegada aos 30 com outra cara. Me imaginava mais segura em alguns 'departamentos', lidando com alguns assuntos com mais firmeza, repleta de certezas e impondo minhas vontades com mais destreza. Achei que minhas inseguranças seriam outras... mínimas. Me imaginava mãe a essa altura (porque minha mãe, na minha idade, já era mãe de três e porque tem um tal relógio biológico que de vez em quando apita ao meu ouvido). Pensava que nessa idade já teria conquistado meio mundo - e daqui pra frente bastaria conquistar a outra metade.

No entanto, o caminho que tracei me trouxe a outro ponto bem diferente. Não é ruim. Não posso reclamar. A busca pelas certezas tem me levado a novas experiências e a novos sabores que nem sonhei experimentar. Consegui forças para vencer vários obstáculos. Já moro sozinha e voltei a dançar (e estou esforçando para não parar novamente). Tenho trabalhado um bocado e estudo com afinco para saber por onde trilhar minha carreira.

Mas sou dessas que tem alguns sonhos e desejos conservadores. Hoje em dia mulher independente é aconselhada a sonhar com nada à moda antiga, já que é considerado bobagem, quase um sacrilégio aos tempos modernos. Acho que o peso da idade cai bem em cima daqueles sonhos que você percebe se distanciando a sua frente, se estendendo mais longe do que gostaria. Confesso que quando penso nisso sinto um pouco triste. 

Só que tristeza não guia a vida e se alguns aspectos ainda estão meio confusos, outros estão bem encaminhados e neles me apoio para seguir em frente. Passo a passo. Controlando a ansiedade. Até conquistar tudo ao meu alcance.

(Grazielle Santos Silva)

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Difícil explicar

Difícil explicar quando dói lá dentro. 
Quando é dor de decepção e desilusão consigo mesmo 
por não poder resolver os problemas sozinho, 
por deixar os problemas crescerem e refletirem em si mesmo, 
por perder o controle da situação.

Difícil quando é com a gente a insatisfação
porque só nós mesmos podemos mudar o rumo de nossas vidas. 

Às vezes compartilhar tudo isso é bem complicado
complicado explicar o que se está sentindo
Faltam palavras
.
Sobram dúvidas, incertezas e inseguranças.
 
E quando a gente tenta se expressar 
e não se faz entendido.
parece criança mimada reclamando 
porque não foi atendido.

Difícil rimar quando dói lá dentro
Mas externar o que incomoda é preciso.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Ansiedade

poster do filme Closer
Olá, meu nome é Ansiedade, companheira de tantos em momentos de grandes expectavivas. Muitos acham que sou ruim, e tentam a todo custo livrar-se de mim... Mas nem sou tão má assim! Minha presença permite que as pessoas fiquem mais alertas e tomem atitudes diante de algo que está por vir. E então uma apresentação, uma revelação ou um pedido podem tornar-se mais elaborados porque deixo as pessoas atentas aos detalhes dos acontecimentos iminentes. O problema é que, como toda ansiedade que se prese, sou naturalmente ansiosa e às vezes passo do limite, permanecendo junto aos outros mais tempo que o necessário. Juro que não faço por mal. É que quanto maior a expectativa, maior minha atuação. 

No entanto, cansadas de sentir palpitações, apertos no peito e embrulhos no estômago, as pessoas procuram mil e umas técnicas para me manter bem distante. Uma grande injustiça, afinal não sou inimiga de ninguém, e quando compreendida, posso até ser uma forte aliada.

(Grazielle Santos Silva)

* Pôster do filme "Closer". Custei a pensar em um filme sobre a temática, e lembrei da trama de "Closer" e do sentimento de alguns personagens.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Errar é humano, mas e se eu errar?

poster do filme Lucky 7
Foi levado a tentar o novo, vazio de respostas e completamente desconhecido. Um choque para quem até outro dia não precisava se preocupar com nada mais concreto que pagar as contas em dias ou construir uma carreira fazendo aquilo que gostava. “Errar é humano, mas e se eu errar? Terei outra chance?” – Pensava constantemente.

No mundo que lhe pintaram aparentemente não. Um erro poderia custar uma vida inteira. “Como andar com as próprias pernas? O que eu faço para não pisar em falso? Será que estou no caminho certo?” Ninguém sabia dizer. As perguntas acumulavam e ele não saia do lugar. Tentava resolvê-las, calculava o caminho a ser seguido, repensava estratégias. E no fim de uma jornada ele não saiu do lugar. Permaneceu imóvel até o fim dos tempos. Nenhuma falha. Nenhuma memória. Nenhuma vida.

(Grazielle Santos Silva)

* Pôster do filme "Lucky 7". 

Não, o texto não tem nada a ver com lovestories. O que há em comum entre "Lucky 7" e o texto é que ambos tratam de alguém que tentou racionalizar até o extremo todos os seus passos. Encontrar o meio termo entre o "Planejar" e o "Deixar acontecer" Talvez seja a melhor lição do filme e do texto. É uma lição que estou tentando aprender no momento.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Lágrimas...

poster do filme lágrimas do sol
Lágrimas vivem em grupo e definivamente não sabem andar sozinhas. Quando uma aparece pode aguardar que vem um comboio logo em seguida. Minhas lágrimas costumavam ser muito tímidas e, não importava se por motivo de dor ou por assistir a um filme daqueles de final temperamental, elas se esquivavam na presença de outra pessoa. Atualmente elas andam meio desavergonhadas e, a depender da situação, aparecem até quando assisto comercial de margarina. Não sei bem a origem delas, mas tenho quase certeza que há alguma conexão com o coração porque quanto mais apertado ele fica, maior a probabilidade delas aparecerem juntamente com soluços e aquela coceirinha no nariz que deixa qualquer um semelhante ao Rudolf. Ah! E não adianta tentar represá-las. Lágrimas não são de todo ruins. Depois que passam aos montes deixam um alívio no peito e a visão mais nítida. Talvez essa seja a razão delas existirem.
(Grazielle Santos Silva) 

* Pôster do filme "Lágrimas do Sol".

sexta-feira, 15 de março de 2013

Se cuida!

poster do filme Antes de Partir
Todo dia é a mesma coisa: São tantas cobranças, tantas responsabilidades, tantos objetivos a serem conquistados, que cuidar de si fica sempre em segundo plano. Em um mundo tão acelerado onde cada segundo pode custar a integridade de um projeto de vida inteiro, gasta-se horas planejando, executando, refazendo, otimizando, ajustando. O check-up, a atividade física, os momentos de lazer são todos adiados para amanhã ou depois já que o tempo é curto e o trabalho é urgente. Daí a integridade física e mental daquele que planeja, executa, refaz, otimiza e ajusta comprometem-se na mesma proporção que a sua falta de zelo consigo. Sei que sonhos precisam de dedicação e sacrifícios para tornarem-se realidade. Mas o corpo e a mente precisam estar fortes para aproveitar a glória do sonho concretizado. Por isso sonhe. Trace metas. Conquiste-as. Mas nunca esqueça de si. Se cuida!

(Grazielle Santos Silva)

* Põster do filme "Antes de Partir".

domingo, 27 de janeiro de 2013

Sobre sapos e má digestão

poster a princesa e o sapo
Definitivamente engolir sapos não é a melhor refeição para um ser humano. Porém, é impossível retirá-los do cardápio já que durante a vida, em diversas situações, um ou outro anfíbio precisa ser degustado. No entanto, na ilusão de que "para ter" é necessário "engolir", eles tornam-se nossa refeição principal, trazendo uma grande sensação de desconforto no estômago...

É preciso ter em mente que, como em todo regime, é necessário haver um equilíbrio.

Deve-se respeitar e não magoar o próximo. Mas é preciso também respeitar nossos próprios sentimentos para não magoarmos a nós mesmos. Deve-se abrir excessões, ceder. Mas também é preciso saber quando se manter firme. Deve-se tolerar pessoas ou situações, mas também ter o direito de não suportar ou não tolerar alguma coisa. Deve-se entender, mas também exigir que sejamos compreendidos.

Assim, mantendo uma dieta balanceada, grande parte dos problemas com má digestão poderão ser sanados.


(Grazielle Santos Silva)

* Pôster do filme "a princesa e o sapo".

domingo, 23 de setembro de 2012

Insegurança

poster do filme mar aberto
Necessito segurança! É um péssimo defeito que gostaria de deixar de lado, mas preciso de algo que me faça sentir firme. Porque quando passo um longo período sem saber o que vai acontecer, sem perspectiva de uma evolução ou crescimento, sinto como se estivesse no meio de uma piscina sem boia de salvação (e como sou uma péssima nadadora, você pode imaginar meu desespero). Situações novas, desconhecidas e que inicialmente não têm um destino certo são desafiadoras e me dedico ao máximo para desbravá-las com toda paixão e persistência necessarias. Mas quando elas se mantém por muito tempo estagnadas, começo a entrar em pânico, sentir falta ar e a ansiedade começa a atuar com grande força.

Tenho que mudar, eu sei, porque num mundo cada vez mais volátil segurança não é uma palavra frequente (em todos os campos da vida - seja profissional, econômico ou afetivo). Além do mais, angústia não é uma boa conselheira e pode interferir nas ações a serem tomadas. E acredito que agir seja a única solução para mudar circunstâncias de instabilidade. Agir... ao invés de buscar loucamente a segurança!

(Grazielle Santos Silva)


* Pôster do filme "Mar Aberto". Não sou muito fã, pela angústia que ele faz a gente passar ao longo da trama, mas acredito que ilustra o texto de certa forma.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

De volta para o presente

poster do filme efeito borboleta
A maioria dos problemas de arritimia e palpitação seriam resolvidos se a gente não tivesse a mania de tentar pular no futuro e ver se o caminho tomado foi realmente o correto. Mas é quase inevitável consultar os astros, os búzios, os gurus ou qualquer artifício que permita descobrir se aquele projeto terá sucesso, se aquele investimento valerá a pena ou se aquele desejo é mesmo concreto. E como não nos contentamos em acreditar nessas previsões, seguimos tentando decifrar os gestos alheios, os acontecimentos, as demonstrações de o que quer que seja para concluir o que não pode ser concluído porque ainda não aconteceu. Confuso, não é? Chega ser irracional a vontade de viver o que ainda está por vir. Mas é humano. E por vezes necessário espiar o que pode estar à frente para fazer um planejamento eficaz ou antecipar erros. O que não é aceitável - mas é bastante comum - é deixar a ansiedade extrapolar seu limite e dominar as ações. Aí não há plano que se concretize nem coração que aguente. Não sei se meditar é bem a solução - todo ansioso que se preze nem consegue freiar o pensamento nesta tarefa -, mas talvez refletir e criar menos expectativas com relação a situações e pessoas já seja um bom começo. Com bastante disciplina, pouco a pouco a gente aprende a voltar para o presente.

(Grazielle Santos Silva)

* Pôster do filme "Efeito borboleta". Na trama é possível ver inúmeras tentativas sem sucesso de mudar o futuro.

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