segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Que não acorde tão cedo!

Meu coração estava hibernando. E era tão bom! A filosofia "quer, faz por onde, não quer tem quem quer" funcionava perfeitamente. Às vezes eu nem percebia que tinha sangue correndo pelas veias. Era uma calmaria que parecia interminável. Minhas amigas reclamavam dos rolos, casos, namoros, e aquilo parecia coisa de outro mundo para mim. Sem coração para me atrapalhar eu vivia numa anestesia sentimental.

 

Mas tenho um coração de sono leve, que acorda com qualquer barulho. Então ele acordou. E achou de bater mais forte por uma criatura que conheci em circunstâncias absurdas. Como a moda de hoje é passar por cima dos sentimentos alheios, o indivíduo veio sorrateiro, me deu esperanças e de repente sumiu. Pluft! Assim, sem mais nem menos. Tal qual um aprendiz de Mandrake.

 

Vocês pensam que meu coração sossegou? Qual nada! Depois que ele acorda não dorme mais não. Quando achei que iria ter paz, lá vai ele bater forte por outro. Eu juro que resisti. Mas ele fazia um "tum-tum" tão insuportável que parecia escola de samba. Acabada minha resistência, mais uma decepção. O cara ao invés de colecionar selos, pedras, borboletas ou caixas de cigarro como qualquer ser humano comum, colecionava namoradas (ou ficantes, como queiram). Decerto uma coleção interessante da qual fiz parte por pura burrice.

 

Depois dessa, meu coração ficou meio mal. Assim, sem graça, pelos cantos! Espero que tenha aprendido a lição. Agora ele está tentando dormir. E tomara que não acorde tão cedo.

3 comentários :

Leon disse...

quando é que este coração vai dançar valsa em?

;*

James disse...

Esse seu blog tem algo de muito interessante. Vim parar aqui por acidente, numa daquelas buscas loucas que o Google às vezes faz. Mas li alguns de seus textos. Salvei nos meus "Favoritos". Depois voltei aqui no dia seguinte. No outro. E no outro. Lá se vão semanas nisso.

É curioso porque não se parece em nada com o que estou habituado a ler. Não chega a ser literatura, mas é algo que está aí, dado aos olhos, em blocos de sensações, como uma música dá-se aos ouvidos.

Ainda não consegui descobrir o que é esse "algo" que me faz voltar tantas vezes aqui. Continuarei tentando descobrir e, enquanto isso, sigo te lendo.

Marcelo disse...

Interessante. Acho melhor deixar o coração quieto, independente dele dormir ou não. Ele tem vida própria, então não se tem muito como comandá-lo. Danadinho ele. :)

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