Não adianta apelar para a teoria dos filósofos Backstreet boys e gritar aos sete ventos “Quit playing games with my heart”. Jogos de amor sempre existiram e existirão sempre por mais que as pessoas digam quão diretas são e o quanto abominam toda essa burocracia. Geralmente esse discurso já é parte do jogo. Resisti muito em participar disso tudo e confesso que ainda não domino as regras. Vira e mexe cometo um deslize ou perco uma jogada. Aí espero novamente a minha vez para tentar consertar. Às vezes dou a volta por cima, tiro uma carta da manga e domino a situação. Daí toda a angústia desaparece e vivo uma felicidade que dura até eu precisar voltar ao jogo. Mas tem vezes que errar me custa caro: meu coração em pedaços e muitas rodadas sem jogar. Daí aproveito para rever as táticas, remontar estratégias e tão logo me recupero volto à partida. Esse processo cansa e tem horas que penso em parar. No entanto sentir-se querida e fazer-se querer é uma sensação tão boa que até vicia. Faz bem para a auto-estima, faz bem para alma e faz parte da vida. Simples assim! E para que tornar tudo complicado?
(Grazielle Santos Silva)
* Poster do filme Como Perder um Homem em 10 Dias. A comédia romântica é considerada clichê, mas gosto bastante e mostra bem todos os passos premeditados no processo de sedução.
