segunda-feira, 9 de julho de 2007

Ressaca

Quem nunca disse depois de uma ressaca daquelas – Não vou beber nunca mais – e no outro dia encheu a cara com a desculpa de que era uma festa imperdível. Eu particularmente não bebo. Sério mesmo! Pode acreditar. Parece que álcool não me faz muito bem. Além do mais sou elétrica quando ligam qualquer coisa que se pareça com música. Imagina se eu bebesse! Mas pela experiência de dizer – dessa água não beberei – essa sim eu já passei.

 

Disse pra mim mesma certa feita – nunca mais vou me embriagar de esperanças. Estava tudo muito bem planejado. Eu viveria do presente, pelo presente e para o presente sem esperar nada grandioso. Mas o gosto da esperança é irresistível. Eu relutei! Juro como tentei de todas as formas. Até me enganar e dizer que estava tudo bem. Não teve jeito.

 

O cheiro da esperança me rondando. Aí não pude resistir. E como eu previa hoje sofro da ressaca de ter tomado uma esperança. Mas não foi qualquer esperança. Foi uma esperança falsa. Não sei porque mas não colocam no rótulo essa informação. Parece que a gente tem que apanhar pra aprender a distinguir quando é a verdadeira e quando é a falsa. E às vezes nem assim.

 

É o que acontece comigo. Eu não sei distinguir uma da outra. Deve ser defeito de nascença. Já estou calejada de quebrar a cara. E quando finalmente estou de pé... Levo uma rasteira de novo. É assim e sempre. Não sei o que fazer. Aliás... sei. Vou curtir minha ressaca. E me preparar para encarar a próxima. A todos uma boa noite.

8 comentários :

Thito disse...

É, a esperança não vem com manual de instrução, nem rótulo. Mas o que seria das esperanças que não nos serve? Seriam perdidas??
Acho que vivemos pra aprender.
E a esperança sempre é aultima que morre. :D

Thito disse...

Se você quiser você perde sim matéria. É Só uma questão de prioridade. :D

Se você se desligar mais dos trabalhos e colocar o descanso como prioridade também você chega lá.

A viagem é só final do mês. Mas obrigado pelo boa viagem.

Thadeu disse...

Não é defeito de nascença nem esperança falsa. Devemos, apenas, saber distinguir o que nos faz sentir bem, e o que queremos realmente para alcançar esse bem estar. Agora, a vida é assim mesmo, aprendemos mais nos erros que nos acertos. As quedas nos fazem crescer e perceber que podemos vencer, como diz a música - "...Tente outra vez!...". As rasteiras fazem parte da mesma forma que as alegrias, no entanto, não devemos fazer das rasteiras algo normal e se sentir inferior por algum motivo, o que levaria a uma cobrança pessoal por querer acertar sempre e acabaria gerando uma briga "interna". E por aí vai... Não querendo falar de tristeza, vamos comemorar enquanto estamos bem, independente das rasteiras. Vamos viver, sem perder as esperanças no que queremos e cremos. E sem deixar de citar: "Entrega o teu caminho ao Senhor; confia Nele, e ele tudo fará" Salmo 37:5. Meu primeiro post aqui! =)

Leon disse...

droga!
você sempre me pega em suas metáforas... é tão bom isso ^^

saulinhozao disse...

temo q eu esteja te imitando... o.O
mas a gente aprende. \o/
:**

Mirelle disse...

Grazi, também sei o que é sentir esse tipo de ressaca... E não é que a dana da deixa um terrível gosto amargo na boca, mesmo depois de um bom tempo!!!!
É... temos que aprender a conviver com o último mal que restou na caixa de Pandora (o interessante é que muitos acham que a esperança ficou lá porque era positiva... acho que não)e ter a certeza que ele estará presente em diversos momentos de nossa vida...

Claudio Mattos disse...

Bacana o texto, e muito diferente de outros seus.
[]´s

Anônimo disse...

La razón de la sinrazón que a mi razón se hace, de tal manera mi

razón enflaquece, que con razón me quejo de la vuestra fermosura.

[Quijote, cap. 1]

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