sexta-feira, 20 de julho de 2007

Ninguém me conhece mais do que eu.

 
Ninguém me conhece mais do que eu. Afinal são tantos anos de convivência! Para ser mais específica, são exatos 23 anos um mês e um dia convivendo comigo mesmas 24 horas por dias, 375 dias ao ano. É muito tempo! E como em qualquer relação essa convivência constante transforma-se em acomodação.

 

Ando muito displicente comigo mesma. E isso já vem de longas datas. Nunca mais achei tempo pra mim, pra me curtir um pouquinho. Mas pros outros... Ah! Aí sim! Tenho tempo de sobra. Ouço história alheias, resolvo problema de amigos, tento agradar marmanjos indecisos que teimam em aparecer na minha vida e sumir como se nada tivesse acontecido (ô povinho complicado viu!)... E eu? Fico de lado.

 

E ficam de lado os planos de entrar na academia, de ir ao salão de beleza com mais freqüência, de assistir àquele filme que ninguém gosta (só eu), de voltar a fazer dança do ventre, de fazer as unhas ao som de Shakira, de me cuidar. Fica de lado a minha vida. Agora pergunta se vale a pena? Acho que não.

 

Casos, rolos e namoros (que já nem sei mais a definição dado o tempo) são saudáveis. Companhia é sempre bem vinda. Amigos são indispensáveis. Mas eu sou minha amiga permanente e mereço um agrado de vez em quando (ou quase sempre). E se eu não me der valor quem vai dar?

 

Sendo assim, meus caros, deixo-os para fazer companhia a mim mesma em um passeio que programei para mim. Espero voltar revigorada e mais inspirada (já que faz tempo que não posto nenhum daqueles textos que costumo escrever).

 

Um abraço a todos (e aos amigos FELIZ DIA DO AMIGO)

 

ATÉ BREVE

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Ressaca

Quem nunca disse depois de uma ressaca daquelas – Não vou beber nunca mais – e no outro dia encheu a cara com a desculpa de que era uma festa imperdível. Eu particularmente não bebo. Sério mesmo! Pode acreditar. Parece que álcool não me faz muito bem. Além do mais sou elétrica quando ligam qualquer coisa que se pareça com música. Imagina se eu bebesse! Mas pela experiência de dizer – dessa água não beberei – essa sim eu já passei.

 

Disse pra mim mesma certa feita – nunca mais vou me embriagar de esperanças. Estava tudo muito bem planejado. Eu viveria do presente, pelo presente e para o presente sem esperar nada grandioso. Mas o gosto da esperança é irresistível. Eu relutei! Juro como tentei de todas as formas. Até me enganar e dizer que estava tudo bem. Não teve jeito.

 

O cheiro da esperança me rondando. Aí não pude resistir. E como eu previa hoje sofro da ressaca de ter tomado uma esperança. Mas não foi qualquer esperança. Foi uma esperança falsa. Não sei porque mas não colocam no rótulo essa informação. Parece que a gente tem que apanhar pra aprender a distinguir quando é a verdadeira e quando é a falsa. E às vezes nem assim.

 

É o que acontece comigo. Eu não sei distinguir uma da outra. Deve ser defeito de nascença. Já estou calejada de quebrar a cara. E quando finalmente estou de pé... Levo uma rasteira de novo. É assim e sempre. Não sei o que fazer. Aliás... sei. Vou curtir minha ressaca. E me preparar para encarar a próxima. A todos uma boa noite.

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