sexta-feira, 23 de maio de 2008

Intrigante!

Foi só uma vez. E estou intrigada desde então.

Você chegou com seus olhos castanhos raros, cheio de propriedade na fala e me deixou desarmada. Caprichou tão bem nas palavras que fui buscar em teus lábios as respostas para as tantas e tantas perguntas que você me fazia. E me deixou a lembrança de um sorriso tão lindo que é até um pecado esquecer.

Uma vez só! E promessas de re-encontros, contatos a serem mantidos, e mais um milhão de coisas que a gente sabe que não acontece nunca. E depois ou por falta de tempo, ou por falta de esforço, ou por falha de geografia, ou mesmo por acaso isso não se repetiu. E as mensagens foram ficando mais curtas, mais raras e mais objetivas. E toda vez que eu tentava contato, você sumia sorrateiro. E quando eu tentava “te sumir” você dava um sinal de vida (parece que sabe que eu não te resisto!?). E é assim desde então.

E esse vai-não-vai só pode ter uma razão: Uma só vez não foi suficiente! É preciso uma reprise, a ser passada repetidas vezes, tantas quanto forem necessárias. E que seja em breve!
(Grazielle Santos Silva)
Nota pós-textual 1: A quem sempre pergunta, dessa vez consegui inspiração em fatos reais.

Nota pós-textual 2 [a quem for de direito]: Topa?

5 comentários :

Heitor Nogueira disse...

Descobri o blog!Agora sempre vou voltar!Escreves muito bem!Li vários textos do blog e todos tem uma simplicidade bonita!

Tenho um convite a fazer: de início, gostaria que vc desse uma lida no Cultura Erga Omnes, um blog sobre variedades culturais!É um blog coletivo e livre!O objetivo é formar uma comunidade de autores sem amarras, escrevendo sobre os mais variados assuntos culturais!Interessa?Se sim, já está convidada a integrar a lista dos autores!Espero resposta!

Ty, o mensageiro disse...

paixão e odio....to pra ver combustiveis melhores do que esse pra nossos textos, heim? ei neguinha....deixaram um recado pra ti la no SS! ;) xêro!

moacircaetano disse...

Muuuiiitoooo bom!
Ecos de alguma saudade em mim!

Thito disse...

Acho que já ouvi essa história...

Leandro disse...

Quantas vezes deixamos de vivenciar coisas boas em nossas vidas por medo; medo das dificuldades, medo da distância, medo de se machucar. Se mesmo depois de tantos desencontros a vontade ainda persiste é pq é algo que deva ser vivido novamente

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